quinta-feira, 18 de junho de 2015

Informação e Conhecimento

Outro dia estava dando aula para meus poucos alunos de uma escola particular. Dentre esses, um deles se destaca pela grande facilidade que ele tem para se distrair e fazer perguntas muito aleatórias. A aula era sobre a formação da identidade brasileira no século XIX, durante o segundo reinado. O aluno me vira e pergunta se eu sei qual é a capital da Mongólia. Eu virei e respondi Ulan Bator. Mesmo não tendo relação nenhuma com a disciplina em questão. O aluno ficou surpreso. Ele já sabia qual era a capital, mas por algum motivo me perguntou. Acho que ele ficou surpreso por achar que um professor de história não sabe de geografia. Numa aula posterior o mesmo aluno fez um comentário do tipo: “você sabe de tudo professor, sabe até onde é a capital da Mongólia”. Coincidentemente, no mesmo dia, uma aluna de uma outra sala disse que eu sabia tudo de história. E eu disse: “Eu não. Tem muita coisa sobre história que eu não sei”. Fiquei me perguntando por que ainda se tem essa visão de que o professor é detentor de todo o conhecimento da disciplina. Será que ainda se tem a ideia de que o professor de história não pode saber de geografia ou de química? E será que informação ainda é vista como conhecimento? Ter informação ou acúmulo de informações é uma coisa. Mas saber o que fazer com ela, saber relacionar essas informações, saber descobrir se a informação é verdadeira ou não, saber utilizar informações para transformar o mundo, a realidade, isso, é outra coisa.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Diretrizes gerais do Coletivo Em Formação



Coletivo, do latim collectivu, de colligere, “recolher”, é a noção hiperfísica que apreende aquilo que concerne a um grupo e apresenta caracteres especificamente pertinentes ao grupo tomado como um conjunto e não aos indivíduos que o constituem”
Teilhard de Chardin

Não há nada que concerna mais a um grupo qualquer do que a política. Assunto pertinente em todos os tempos, hoje soa fundamental e urgente, num período de turbulência, incerteza e retrocessos no Brasil. Porém, qualquer um pode se dizer preocupado com os rumos do país, ainda que oculte ou se abstenha no momento de dizer que rumos devem ser tomados.
É por isso que estas diretrizes se fazem presente. Uma vez que acreditamos, primeiramente, que toda opinião ou atitude tomadas são políticas, inclusive a de não posicionar-se. Evidenciamos assim que este coletivo, de livre acesso e gestão democrática, pretende participar, reproduzir ou criar atividades políticas na cidade de Valinhos que levem à discussão de diversos temas, ou que disseminem e defendam posições e opiniões que pareçam coerentes aos seus princípios.
Vale dizer então, que este coletivo entende a sociedade composta por pessoas radicalmente iguais em direito, e fundamentalmente diversas em sua individualidade. Porém, nosso sistema parece conviver com forças opressoras que subjugam indivíduos pela sua raça, gênero, orientação afetiva ou condição social. A liberdade e igualdade entre os indivíduos ainda não é uma conquista da humanidade. Ela não surgirá naturalmente, a menos que a classe oprimida parta para a luta política contra esses interesses estabelecidos.

Este Coletivo enxerga ainda na Educação um espaço valioso e precioso de transformação da sociedade. Seja na educação formal ou não formal, percebe a necessidade constante de se refletir e reformar a educação em nosso país, em nosso estado, em nossa cidade. Por isso, se colocará atento também a essas questões, buscando atuar junto àqueles que querem a melhoria da Educação, num sentido de formação para a cidadania e para a emancipação.